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O Dia dos Pais e a Função Paterna

Em psicanálise, as pessoas que cuidam de uma criança representam funções, então temos as funções materna e paterna, que são fundamentais na constituição da subjetividade humana. À função materna, cabe o papel do acolhimento e cuidados para com o bebê, o retirando da condição de desamparo, sentimento que ele vivencia com a sua chegada ao mundo, e garantindo a sua sobrevivência. Já a função paterna fala sobre a inscrição desse bebê na sociedade, co mo um sujeito, com a introdução da lei, barrando a relação mãe-bebê, fazendo a mediação entre o desejo dos dois. A isso damos o nome de castração.  Essa interdição é importante porque é isso que permite que a criança se insira na cultura e seja capaz de criar laços sociais. Quando não acontece, a criança cresce no lugar de objeto para a mãe e não descola sua identidade psíquica da dela. Portanto, a função paterna tem papel estruturante na construção da personalidade da criança. É sempre importante lembrar que não é necessário que essa funç...

Você Escuta o que a Criança Quer Falar?

A gente possui a tendência de enxergar a criança como um ser imaculado, dotado de inocência e fragilidade. Mas você já parou para observar como as crianças são espertas, perspicazes e as vezes até um pouco cruéis? Isso se dá porque as crianças também são seres desejantes, capazes de dizerem o que querem quando começam a desenvolver a fala, e além de demandarem que suas necessidades físicas sejam saciadas, elas também demandam amor. Nós adultos nos equivocamos quando acreditamos que as crianças não são capazes de entender o que dizemos. Elas entendem e precisam que estabelecemos com elas uma maneira de dialogar, pois é através do que falamos que elas vão construir suas próprias falas e é a partir do que elas falam que vão conseguir se construir enquanto sujeitos. Aderir um vocabulário simples pode facilitar a comunicação, para os dois lados. Erramos também quando nos preocupamos apenas em criar super adultos e esquecemos que estamos diante de crianças. Muitas vezes nos decepcionamos qua...