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Mostrando postagens com o rótulo traumas

Qual a relevância do acompanhamento psicológico em pacientes bariátricos?

O acompanhamento psicológico em pacientes que se submetem a cirurgia bariátrica é tão importante quanto o acompanhamento clínico e nutricional. Dentre as questões que precisam ser trabalhadas tanto no pré quanto no pós-operatório é a motivação que muito embora seja intrínseca a pessoa, ela deve ser trabalhada para que haja manutenção dos fatores e das emoções que a movem em busca de um objetivo.  Uma vez operado, uma nova fase com muitas indagações e variações de sentimentos começam a emergir e o paciente deve se manter motivado para que não perca o foco nem o ânimo de persistir. São adaptações da sua mente a nova forma do comer, com as suas diversas fases; são emoções que se confundem em meio a todas as expectativas geradas; são inseguranças que surgem diante da (im)possibilidade do reganho de peso. Antes da operação o indivíduo apresenta algumas características emocionais, como a ansiedade, impulsividade, nervosismo, depressão, intolerância a frustração, baixa autoestima e após o...

Transtorno de Estresse Pós Traumático

Hoje iremos conversar um pouquinho sobre o Transtorno de Estresse Pós Traumático. O TEPT, como também é chamado, é desenvolvido a partir de um distúrbio de ansiedade, trazendo sintomas físicos, emocionais e psíquicos no indivíduo. Esse transtorno é causado a partir de eventos traumáticos vividos pelo sujeito seja como vítima, como testemunha, ou ainda apenas por saber de evento ocorrido com pessoa conhecida, e que representaram ameaça à vida ou mesmo levando a morte de outrem, como em acidentes, desastres, violência física, sexual, e outras situações similares. Normalmente o indivíduo começa a manifestar os sintomas nas horas ou dias seguintes ao trauma. Entre as características do TEPT a pessoa revive o episódio como se fosse a primeira vez, causando grande dor, sofrimento intenso e um sentimento de impotência em relação as coisas.  Entre os sintomas mais comuns deste transtorno estão a reexperiência traumática, (através de pesadelos, pensamentos persistentes que remetem ao trauma...

Vamos falar sobre luto? Parte VIII

O processo de luto como um efeito da quarentena. De repente nos vimos em um cenário que só imaginávamos nas produções de Hollywood. Quem diria que a essa altura da vida, das inovações tecnológicas e avanços da medicina iríamos vivenciar esses dias de Pandemia? E quem poderia imaginar que aquela quarentena com previsão de duração de quinze dias perduraria muito mais, indo em rumo aos cinco meses de confinamento? Mas aqui estamos no meio de uma insana realidade que mexeu, (e ainda mexe), com o psicológico de todos. Uns mais, outros menos, mas todos foram acometidos por esse mal, direta ou indiretamente, o que nos leva a falar que o isolamento social gerou sim, em boa parte da população, um processo de luto.   Quer entender? Eu explico. O Covid-19 se espalhou pelo mundo com uma velocidade sobrenatural e tivemos que nos adaptar a um novo contexto de forma tão rápida quanto as destruições trazidas pelo vírus. Instabilidade financeira, medo de contágio da doença, receio em perder o e...

Vamos falar sobre luto? Parte VII

O Luto e a Maternidade Enfim o sonho de ser mãe está prestes a se tornar realidade. A maternidade está latente, a gestação foi perfeita e o filho mais do que desejado. Impossível existir algum sentimento negativo diante de tanto amor, correto? Errado. Acredite, muitas mulheres não sentem a magnitude deste momento durante o puerpério, mas poucas possuem a coragem de externalizar seus sentimentos, pois crescemos ouvindo as maravilhas da maternidade, da magia de ser mãe, e, de repente, dizer que não se sente desta forma, é como se ela se tornasse um alienígena perante a sociedade. Mas saibam, que existem muito mais “seres de outros planetas” do que você possa imaginar. Primeiramente, para deixar claro, o que estamos falando aqui não se trata de depressão pós-parto e sim de um processo de enlutamento. Quer entender como funciona? Vamos lá! O puerpério são os primeiros meses pós-parto que podem se estender por até dois anos. É nessa fase que podemos dizer que o luto pode ser instalado e e...

Vamos Falar Sobre Luto? Parte VI

O Luto Infantil

Vamos falar sobre luto? Parte V

O  Luto no Rompimento de Um Relacionamento Abusivo Nas postagens anteriores, vimos que o luto está inserido na nossa vida em diversas situações e não somente relacionado a morte. Diante desse conhecimento estamos preparados para entender que o luto está presente também nos términos de relacionamento e, acredite, inclusive nos abusivos. Você deve estar se perguntando agora como pode haver luto no fim de uma relação doentia, que, obviamente, não faz bem para o parceiro oprimido? Pois bem, preste atenção nas próximas linhas que tudo vai começar a fazer sentido. Passando os olhos, primeiramente, no término de um relacionamento saudável, podemos ver que o luto existe tanto para quem decide pela ruptura quanto para aquele que não decidiu por este final. Neste caso temos a dor do encerramento, sentidas de maneiras diferentes pelas partes envolvidas, inerentes a tristeza e a dificuldade de aceitar o final de uma vida construída com muitos momentos felizes, mas que se findou para um del...

Vamos falar sobre Luto? Parte IV

O Luto e a Ansiedade Já entendemos nas postagens anteriores que o luto está presente em muitos momentos da nossa vida e que a ansiedade não é sempre a vilã, ao contrário, ela nos impulsiona e nos estimula a continuar persistindo em nossos objetivos. No entanto, como já sabemos, tudo em demasia pode se tornar prejudicial e neste caso, tanto o enlutamento persistente, quanto a ansiedade em níveis maiores, paralisam o indivíduo causando sofrimento profundo e impactando em sua rotina. Você pode estar se perguntando agora: Mas  qual a relação entre a ansiedade e o luto? Bom, vamos partir do princípio de que angústia é um sentimento doloroso e que é experimentado por cada um de maneira particular. Quando relacionamos ela à perda, seja por morte, seja por qualquer outro motivo que tenha um significado importante na vida do indivíduo, podemos compreender que sua existência starta várias outras emoções, inclusive a ansiedade. Vamos usar como exemplo a perda de um emprego no qu...

Vamos Falar Sobre Luto? Parte II

Vamos Falar Sobre Luto? - Parte I

Quando falamos sobre luto, logo nos remetemos a dor da perda de um ente querido. Mas como funciona este processo? Quais as etapas pela qual passamos e que podem ser consideradas normais quando falamos em luto? Segundo Bolwby, são quatro fases por qual passamos quando estamos nesse em enlutamento. 1ª FASE: Desorientação, Torpor, Negação e Isolamento. Esse momento é de grande perturbação, causando desorientação, sensação de estar perdido, de não saber o que fazer. Não se acredita ainda nos fatos, acha que as coisas podem mudar a qualquer instante. Falando de forma mais simples, nessa fase “a ficha ainda não caiu”, e o indivíduo não consegue tomar decisões. Negar os acontecimentos e se isolar é uma forma inconsciente de se proteger. 2ª FASE: Anseio e Busca da Figura Perdida Bowby entende nessa fase que a procura pelo o que se perdeu é um mecanismo utilizado na tentativa de recuperar meios que façam o indivíduo se sentir vinculado ao que foi perdido. Um exemplo dessa fase são os so...