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Vamos falar sobre Luto? Parte IV


O Luto e a Ansiedade



Já entendemos nas postagens anteriores que o luto está presente em muitos momentos da nossa vida e que a ansiedade não é sempre a vilã, ao contrário, ela nos impulsiona e nos estimula a continuar persistindo em nossos objetivos. No entanto, como já sabemos, tudo em demasia pode se tornar prejudicial e neste caso, tanto o enlutamento persistente, quanto a ansiedade em níveis maiores, paralisam o indivíduo causando sofrimento profundo e impactando em sua rotina.
Você pode estar se perguntando agora: Mas  qual a relação entre a ansiedade e o luto? Bom, vamos partir do princípio de que angústia é um sentimento doloroso e que é experimentado por cada um de maneira particular. Quando relacionamos ela à perda, seja por morte, seja por qualquer outro motivo que tenha um significado importante na vida do indivíduo, podemos compreender que sua existência starta várias outras emoções, inclusive a ansiedade. Vamos usar como exemplo a perda de um emprego no qual o sujeito se via em uma posição estável. O desemprego por si só gera inúmeras aflições e questionamentos que abalam sua visão sobre si mesmo como profissional e até a sua autoestima: “Por que motivo fui mandado embora?” “Será que não sirvo mais para o mercado de trabalho?” “Qual foi o meu erro?” “O que deixei de fazer?” “Será que conseguirei outro trabalho rápido?” “Será que conseguirei ter um salário próximo o que eu tinha?” “Será que conseguirei me manter?”. Todo esse mar de incertezas desencadeiam um caminho doloroso aonde de um lado temos todo o processo de luto referente ao encerramento de um ciclo profissional, que passa por todas as etapas de negação, anseio, desespero, reorganização, para só então iniciar um novo ciclo, e do outro lado temos cada etapa encharcada de ansiedade, seja por não saber o que vai acontecer, seja por perceber que não se tem o controle sobre as coisas que antes acreditava ter. Uma vez a ansiedade instalada o corpo começa a responder com o aparecimento de sintomas, (falta de ar, palpitação, insônia ou outras formas), e o sujeito fica no limiar do mal estar físico e psicológico. Mas acredite, aqui tudo é psíquico e o corpo só está reagindo. É como diz o ditado “Mente sã, corpo são”. Se os dois não estão em equilíbrio é hora de procurar ajuda.

Para saber mais sobre o assunto, acesse Vamos Falar Sobre Luto? Parte III

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