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Depressão Pós Parto

Fonte: R7


Essa é uma daquelas notícias que batem no nosso estômago como uma pedra.
Segundo o jornal, a mãe sofria de depressão pós parto, estava sob efeito de medicação e esqueceu a criança no carro, com a trágica consequência do falecimento do bebê.  
Esse tema – Depressão Pós Parto -, é muito pouco discutido. Normalmente a sociedade segue a tendência de romantizar a gestação e o nascimento de um bebê, mas esquece de alertar sobre as dificuldades que esses períodos ocasionam e também as grandes mudanças que surgem com a chegada de uma criança. A mulher tende a ser mais sacrificada após o nascimento da prole, ainda mais com a amamentação. A verdade é que a sociedade não está preparada para aceitar qualquer sentimento negativo que a mãe possa ter com relação ao bebê e diante disso as próprias mães não se encorajam para pedirem ajuda.
Cerca de 80% das mães sofrem com o baby blues, que é o período após o parto onde a mãe sente tristeza, indisposição, sentimento de incapacidade para cuidar do bebê, baixa autoestima, etc.
Mas a depressão pós parto, que é o agravamento do baby blues, acomete de 10% a 20% das mulheres puérperas e pode se estender por até 2 anos. Apesar de ser um número menor, exige mais cuidado do que o baby blues.


Mesmo mulheres que não apresentam qualquer descompensação psíquica podem desenvolver depressão pós parto, mas os estudos indicam que mulheres com sintomas depressivos durante ou antes da gestação, com histórico de transtornos afetivos, que sofrem de TPM, que passaram por problemas de infertilidade, que sofreram dificuldades na gestação, submetidas à cesariana, primigestas, vítimas de carência social, mães solteiras, mulheres que perderam pessoas importantes, que perderam um filho anterior, cujo bebê apresenta anomalias, que vivem em desarmonia conjugal, que se casaram em decorrência da gravidez (Iaconelli, 2005) estão mais suscetíveis a depressão pós parto.


A depressão pós parto possui tratamento, com acompanhamento psicológico e psiquiátrico, pois é comum ser necessário a interferência medicamentosa. O apoio familiar é fundamental para o tratamento. A mãe precisa ser acolhida, antes de mais nada. As vezes também é necessário ter alguém que possa assumir os cuidados com o bebê, pois nem sempre a mãe com DPP pode desempenhar essa função. E o mais importante é não julgar, pois os julgamentos não ajudam e ainda colaboram para a mãe não sinalizar que precisa de ajuda.
Agora deixarei o lado profissional de lado e me permitirei deixar uma dica de mãe: abrace uma mãe recém nascida e diga que ela não está sozinha!


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