"Estudar a si mesmo é a arte mais difícil."
Hoje vamos falar um pouco sobre o processo analítico, pois quando estamos com alguma questão que nos aflige e pensamos em buscar uma terapia, muitas dúvidas podem surgir, sendo até um impedimento para o início do tratamento. Por exemplo, como funciona? Para quem é indicado?
Primeiro, é importante saber que dentro da psicologia existem diversas abordagens que trabalham com técnicas distintas. Algumas das principais são Behaviorismo (ou Analítico Comportamental), Humanismo, Reich (ou Psicoterapia Corporal), Teoria Cognitivo-comportamental, Gestalt-terapia e Psicanálise, que é a linha que seguimos aqui na EntreNós.
Mas e agora? Qual abordagem escolher?
Cada linha segue conceitos e técnicas diferentes, e cada paciente tem a sua singularidade também, por isso pode se identificar mais ou menos com cada abordagem. Mas o mais importante é que o paciente se identifique com o profissional e confie no seu trabalho.
Será que eu preciso de análise / terapia?
Este é um dos principais pré-conceitos que faz com que as pessoas não busquem ajuda. Porque eu preciso de análise? Eu não sou louco!
Essa é uma fala muito comum, porém todos nós trazemos traumas que vão marcando o nosso inconsciente desde a nossa infância. Todos passamos por momentos de conflitos, incertezas, medos, enfim, sentimentos que nos afetam e podem trazer alguns problemas na maneira como nos relacionamos com o mundo e com as pessoas. Por isso, qualquer pessoa está apta a cruzar este longo caminho em busca do auto-conhecimento.
Como funciona?
Como já mencionado antes, existem diversas linhas de abordagem dentro da psicologia, cada qual com a sua técnica. Mas o que todas tem em comum é que tentam desatar os nós dos conflitos que estão causando sofrimento ao sujeito.
Na psicanálise, o alvo é o inconsciente e o meio que usamos para acessá-lo é a fala do paciente. Desta forma acessamos os desejos que estão ocultos e as experiências traumáticas que deixaram suas marcas. Assim podemos entender melhor o sintoma do sujeito.
Para que o trabalho avance, é muito importante que o paciente esteja implicado no processo, já que depende do que ele vai trazer para a sessão. Através da fala ele traz para a consciência as lembranças antes esquecidas. Quando o sujeito se escuta, ele entende os seus desejos e dá um novo significado para os seus traumas. Daí, a tendência é que ele não repita mais aquele sintoma.
"(...) é lícito afirmar que o analisando não recorda absolutamente o que foi esquecido e reprimido, mas sim o atua. Ele não reproduz como lembrança, mas como ato, ele o repete, naturalmente sem saber que o faz." S.Freud, 1914 (Recordar, Repetir e Elaborar)
Estar em análise não é um caminho fácil, pelo contrário, é um processo doloroso que nos coloca frente a questões com as quais não queremos lidar. É exatamente por isso que elas estavam no inconsciente. Mas, a partir do momento que nos causa angústia, se torna inevitável sair deste lugar de sofrimento.
Quais são as suas dúvidas sobre a análise? Comente aqui!



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