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Trabalhar por amor ou por dinheiro?

Trabalhar por amor ou por dinheiro (necessidade)?
Acho que essa com certeza pode ser classificada como a pergunta de um milhão de dólares, né?
Na clínica a gente vê que a insatisfação com o trabalho está muito presente na vida das pessoas e está quase sempre relacionada com a falta de valorização profissional: falta de reconhecimento, respeito e remuneração adequada.
Diante disso, os questionamentos em relação a carreira começam a aparecer, tais como “Será que escolhi a carreira certa?”, “Devo mudar de profissão?”, “Peço demissão e procuro outra coisa?”, “Abro meu próprio negócio?”. As respostas para estas perguntas são muito particulares. Não cabe a mais ninguém responder, além de quem pergunta. 
Reconhecemos que seria ótimo se todo mundo pudesse escolher a profissão que mais te dá prazer e que ainda proporcione uma ótima remuneração,  principalmente em uma sociedade que tem a tendência de romantizar o trabalho. Acontece que essa romantização faz com que as pessoas, que não se sentem felizes com o que trabalham, ocupem um limbo onde seus sentimentos não são reconhecidos.
Não podemos esquecer que para muita gente o trabalho é sinônimo de sobrevivência. Eu diria que para uma boa parte da população brasileira. Vocês concordam? 
O que percebemos é que algumas pessoas acabam por adoecer diante de um trabalho que causa sofrimento. Muitas vezes o processo de adoecimento é negligenciado, muito por conta da necessidade de se manterem empregadas.
Certamente não é papel da psicoterapia fornecer ferramentas que proporcionem um ambiente mais salutar para esse profissional em sofrimento, mas com certeza seria uma forma de acolher esse sujeito e ouvir seus sintomas.  Uma das possibilidades do processo psicoterápico é dar espaço para o paciente ressignificar sua vida e aprender a conviver com os seus incômodos.

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