Pular para o conteúdo principal

Suicídio e Adolescência



Adolescência é um período de descobertas, desenvolvimento e construção da identidade. Acontecem muitas mudanças físicas e emocionais, e o sujeito muitas vezes não se sente compreendido por ninguém. Por isso, geralmente é uma fase bem difícil. 


É nesse estágio que os jovens procuram s e incluir em outros grupos diferentes do familiar, buscando através de gostos e afinidades, encontrar uma comunidade que os faça se sentirem pertencentes a algo. E para serem aceitos, acabam adotando comportamentos e valores do grupo escolhido.


Também é uma fase onde o indivíduo começa a ser introduzido no mundo adulto, com suas pressões e responsabilidades. Um exemplo é a aproximação do vestibular, onde muitas vezes a pressão da família para a escolha da carreira ou aprovação para a universidade é muito grande.


Todos esses acontecimentos podem contribuir para a instalação de um quadro de depressão que, se não for tratado e acompanhado, PODE evoluir para tentativas de suicídio, onde o adolescente compreende ser esta a sua única alternativa para lidar com os problemas.


Segundo uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, a taxa de suicídio entre adolescentes que vivem nas grandes cidades brasileiras aumentou 24% entre 2006 e 2015, sendo 3x maior entre os jovens do sexo masculino. 


Isso porque, além de geralmente os meninos utilizarem meios mais agressivos, eles têm maiores dificuldades para falar sobre seus sentimentos.


A pesquisa também atribui esse aumento à exposição na internet, que aumenta o cyberbullying e torna mais fácil o acesso aos grupos que compartilham métodos de suicídio. 


A atenção aos sinais de depressão por parentes e pessoas próximas pode salvar vidas, e a melhor maneira de ajudar é tentar se aproximar e se mostrar disponível para ouvir.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

História de Um Casamento

CONTÉM SPOILERS O drama da Netflix lançado em 2019 traz os personagens Nicole (Scarlett Johansson) e Charlie (Adam Driver) enfrentando as consequências burocráticas e, principalmente emocionais, que estão envolvidas em um processo de divórcio; bem como a disputa pela guarda do filho Henry (Azhy Robertson) , de 8 anos. Além de um ótimo roteiro e de grandes interpretações, grande parte do sucesso do filme se dá porque a identificação com o espectador é imediata. Todo mundo que já passou por um processo de separação já viveu situações semelhantes às mostradas no filme. Logo de cara, nos deparamos com um casal que claramente já não olha na mesma direção e desejam coisas diferentes. Nicole busca sair da sombra do prestígio do marido (já que os dois trabalham juntos), enquanto ele está voltado para seus próprios projetos. Porém,   o afeto que os unia continua ali, fato que fica  marcado na fala de Nicole para a sua advogada: "Não é tão simples como: o amor acab...

Trabalhar por amor ou por dinheiro?

Trabalhar por amor ou por dinheiro (necessidade)? Acho que essa com certeza pode ser classificada como a pergunta de um milhão de dólares, né? Na clínica a gente vê que a insatisfação com o trabalho está muito presente na vida das pessoas e está quase sempre relacionada com a falta de valorização profissional: falta de reconhecimento, respeito e remuneração adequada. Diante disso, os questionamentos em relação a carreira começam a aparecer, tais como “Será que escolhi a carreira certa?”, “Devo mudar de profissão?”, “Peço demissão e procuro outra coisa?”, “Abro meu próprio negócio?”. As respostas para estas perguntas são muito particulares. Não cabe a mais ninguém responder, além de quem pergunta.  Reconhecemos que seria ótimo se todo mundo pudesse escolher a profissão que mais te dá prazer e que ainda proporcione uma ótima remuneração,  principalmente em uma sociedade que tem a tendência de romantizar o trabalho. Acontece que essa romantização faz com que as pessoa...

Vamos falar sobre luto? Parte VIII

O processo de luto como um efeito da quarentena. De repente nos vimos em um cenário que só imaginávamos nas produções de Hollywood. Quem diria que a essa altura da vida, das inovações tecnológicas e avanços da medicina iríamos vivenciar esses dias de Pandemia? E quem poderia imaginar que aquela quarentena com previsão de duração de quinze dias perduraria muito mais, indo em rumo aos cinco meses de confinamento? Mas aqui estamos no meio de uma insana realidade que mexeu, (e ainda mexe), com o psicológico de todos. Uns mais, outros menos, mas todos foram acometidos por esse mal, direta ou indiretamente, o que nos leva a falar que o isolamento social gerou sim, em boa parte da população, um processo de luto.   Quer entender? Eu explico. O Covid-19 se espalhou pelo mundo com uma velocidade sobrenatural e tivemos que nos adaptar a um novo contexto de forma tão rápida quanto as destruições trazidas pelo vírus. Instabilidade financeira, medo de contágio da doença, receio em perder o e...