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Análise: Mal-Estar na Civilização

Neste texto de 1930, Freud se apropria da Sociologia para discutir a própria prática da psicanálise, se baseando nos conceitos trazidos da filosofia e abordando assuntos relevantes para a construção de uma sociedade, como a religião. As discussões deste texto conversam de maneira brilhante com a realidade atual. O tema central do trabalho do autor é a batalha traçada entre as exigências das pulsões e as proibições impostas pelas civilizações , causa de sofrimento e mal-estar nos seres humanos. Com isso, o ele passa a desenvolver reflexões sobre o sentimento de culpa, que para ele é o núcleo da relação do sujeito com sua cultura, a partir do conceito de superego e sua origem, que vem das primeiras relações objetais. Fala também da civilização como mediadora das energias pulsionais com o objetivo de encontrar uma saída mais aceitável para a dupla prazer / desprazer . Freud começa buscando a origem da necessidade humana de se conectar a uma religião. Partindo desta reflexão ele ...

A Psicologia por Trás de O Poço

Recentemente estreou na Netflix o filme espanhol “O Poço" e em pouco tempo já se tornou um dos mais bem avaliados da plataforma. Este sucesso instantâneo se deu por vários motivos: as incríveis atuações, as ótimas escolhas de direção e fotografia e, principalmente, a história de tirar o fôlego. Para quem ainda não assistiu, “O Poço “ conta a saga de Goreng, um homem que, afim de se livrar de seu vício de fumar, decide voluntariamente passar 6 meses preso neste local onde ele afirma que ao final deste período irá ganhar um certificado. Porém esta não é uma prisão comum. O Poço é uma prisão vertical que abriga duas pessoas por nível. Estas pessoas são alimentadas através de uma plataforma comum a todos, que desce por todos os andares uma vez por dia, permanecendo apenas alguns minutos em cada um deles. O banquete é feito no nível zero, proporcionando que os detentos do nível 1 tenham acesso a uma refeição intacta. Quem está no nível abaixo vai comendo os restos que foram deixados...

A Psicologia Por Trás das Canções de O Teatro Mágico

Compor uma música é algo que conecta o sujeito com o seu inconsciente, muitas vezes tocando no seu vazio, se defrontando com sua infinitude. O sujeito que compõe fala de dor e de amor que nem sempre se conhece, mas certamente se sente de maneira intensa. Porém, se no momento da composição o sujeito se conecta com algo que vai muito além da sua consciência, como a mesma música pode tocar milhares de pessoas diferentes?  Para a psicanálise, o sujeito se constitui a partir do Outro, da sua linguagem, da sua voz e de seu amor. Portanto, a música é capaz de se ligar aos conteúdos inconscientes reconstruindo uma história que por hora estava esquecida.  Pensando nisso, proponho uma análise de algumas canções dos dois primeiros álbuns do grupo O Teatro Mágico: Entrada para Raros (2003) e Segundo Ato (2008) .   O grupo foi criado em 2003 por Fernando Anitelli , na cidade de Osasco, em São Paulo.  A ideia nasceu enquanto o músico lia o livro ...

A Psicologia Por Trás de: Dark

Em dezembro de 2017 estreou na Netflix a mais nova série queridinha do momento: Dark E não é para menos. Uma das melhores séries de suspense dos últimos tempos, com uma fotografia muito impressionante e um roteiro de explodir cabeças. Inicialmente pode parecer uma história confusa, mas conforme os episódios vão revelando alguns dos segredos da trama, começamos a nos envolver com os personagens e ficamos cada vez mais curiosos para descobrir o que está acontecendo. Além disso, ao final da temporada temos o prazer de bolar teorias para tentar desvendar os mistérios que ficaram em aberto para a segunda temporada. Muitas pessoas já falaram sobre essas teorias e explicaram um pouco a série, portanto neste blog não vamos retomar esses temas. Deixo aqui alguns links de ótimos vídeos que fazem isso, como este da Carol Moreira   Entendendo Dark em ordem cronológica  ou ainda, este do canal Série Maníacos   Dark - Entendendo a série e final explicado . O que nós va...